Você não é só mãe
A maternidade pode ser, para muitas mulheres, uma realização importante e muito esperada. E ao mergulhar na maternidade, muitas se despem de todos os seus outros papéis, o de filha, o de amiga, o de profissional, o de esposa, e pulam de cabeça nessas aguas.
Algumas mulheres encontram na maternidade a satisfação de uma carência carregada intrinsicamente por muitos anos, e passa a super focar todos os seus interesses na maternidade. Só leem sobre o tema, só seguem pessoas que falam sobre isso, só assistem vídeos e documentários que retratam a maternidade e sempre conduzem qualquer bate-papo para o mundo materno.
Exercer a maternidade pode ser sim muito satisfatório, mas ela é uma parte de um todo, muito mais complexo.
O limiar entre um desejo normal e algo fora de controle, está na intensidade e frequência, por isso, é muito importante estar sempre revisando como estamos conduzindo nossas vidas e ponderando como estamos nutrindo todos os nossos papéis. A partir do momento em que a mulher só pensa na maternidade e essa é a única parta da sua vida que consegue lhe trazer satisfação, quando mais nada lhe da prazer, esse amor pode estar entrando no patamar da obsessão, e é hora de buscar ajuda profissional.
Sim, a maternidade, até uma certa idade do bebê, vai tomar um grande espaço na sua vida, mas nunca, a sua vida toda, e com o passar do tempo, ela precisa entrar em harmonia com outras partes que constituem esse todo.
Para darmos o que é melhor para os nossos filhos, precisamos começar por nutrimos a nós mesmas, a continuar construindo sonhos que são para nós, investir em nossas amizades, em tempo dedicado exclusivamente para o autocuidado e com pessoas que amamos. Não há nada de errado em se colocar em prioridade em alguns momentos, as crianças aprendem especialmente através do exemplo, e eu tenho certeza que ao cuidar, de tudo aquilo que faz de você quem você é, você se tornará um incrível exemplo para seus filhos.